Benedito Cantanhede · 02/07/2026
No competitivo mercado de 2026, a pergunta que assombra muitos gestores não é mais “quanto custa fazer branding”, mas sim “qual o custo de não fazer branding”. Muitos líderes empresariais ainda tratam a gestão de marca como uma despesa opcional ou supérflua, relegando-a ao final da lista de prioridades.
No entanto, o que esses gestores ignoram é a existência do “Retorno do Não Investimento” (RNI): o prejuízo silencioso causado pela falta de uma identidade forte. A ausência de branding eficaz pode custar caro.
O conceito de RNI refere-se ao impacto negativo acumulado resultante da ausência de uma estratégia de marca definida. Quando uma empresa não investe em branding, ela não está “economizando” dinheiro; ela está pagando com eficiência, margem de lucro e participação de mercado.
O RNI se manifesta de várias formas invisíveis que corroem o valor da empresa a longo prazo:
•Commoditização forçada: Sem uma marca que agregue valor percebido, o único diferencial que sobra é o preço. Isso inicia uma “guerra de preços” que destrói margens.
•Aumento do Custo de Aquisição (CAC): É muito mais caro conquistar um cliente novo para uma marca desconhecida ou sem propósito do que converter alguém que já confia no que você representa.
•Fuga de Talentos: Os melhores profissionais buscam empresas com propósito e cultura sólida. O não investimento em branding interno afasta quem poderia levar o seu negócio para o próximo nível.
•Fragilidade em Crises: Marcas fortes criam comunidades e defensores. Marcas fracas, na primeira instabilidade do mercado, são facilmente descartadas pelos consumidores em favor de alternativas mais “seguras” ou “confiáveis”.
Muitas empresas falham ao tratar o branding como uma verba de marketing que pode ser cortada em tempos de crise. Na verdade, o branding deve ser encarado como um investimento em ativos intangíveis.
Um forte investimento em marca cria um equity que permite à empresa:
•Cobrar um prêmio de preço (premium pricing) em relação aos concorrentes.
•Reduzir a dependência de anúncios de performance (tráfego pago), pois o reconhecimento da marca gera tráfego orgânico constante.
•Aumentar o valor de mercado (valuation) da companhia em caso de fusões ou aquisições.
O consumidor moderno possui ferramentas infinitas de comparação. Se a sua marca não comunica claramente quem é, por que existe e qual valor entrega, o cliente preencherá essa lacuna com os atributos do seu concorrente.
O branding não é apenas sobre logotipos e cores; é sobre a promessa que você cumpre todos os dias. Quando você decide não investir em branding, você permite que o mercado defina quem você é, perdendo o controle da narrativa e, consequentemente, a lealdade do seu público.
O “Retorno do Não Investimento” é uma conta que chega para todos. Empresas que tratam o branding como uma prioridade estratégica não apenas sobrevivem; elas prosperam, criando conexões profundas com o mercado e garantindo longevidade.
Investir em branding hoje é proteger o futuro do seu negócio contra a irrelevância. O custo de construir uma marca é previsível; o custo de não tê-la é imensurável e, muitas vezes, irreversível.
Este conteúdo foi produzido por Benedito Cantanhede, colunista convidado do Mundo Food Service. O autor responde integralmente pela apuração, redação e curadoria das informações aqui apresentadas.
Benedito Cantanhede atua há 37 anos nas áreas de Marketing, Comunicação e Operações, com sólida experiência em grandes empresas nacionais e multinacionais. Destaca-se pela implantação de cultura de gestão de processos nessas áreas, promovendo estratégias integradas e eficazes. É sócio da agência e consultoria BCONSULTING, especializada em Marketing e Comunicação.
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