Roberta Mazzini · 13/10/2025
Higiene, treinamento e controle de temperatura para estabelecimentos de alimentação
São um conjunto de procedimentos higiênico-sanitários que devem ser adotados para garantir a produção de alimentos seguros. Englobam desde a higiene pessoal dos manipuladores até o controle de pragas e a higienização de instalações, equipamentos e utensílios.
Sim. Independentemente do setor em que atuam, todos os funcionários — inclusive limpeza, atendimento e administração — devem estar cientes e seguir as normas exigidas e o regimento interno da empresa.
Não. Na manipulação de produtos crus que serão submetidos a altas temperaturas, o uso de luvas não é obrigatório. Para manipulação pós-cocção (alimentos prontos), é obrigatório o uso de luvas ou apoio de utensílio. As mãos devem ser higienizadas antes e depois de cada processo — o uso de luvas não substitui a higiene das mãos.
Uniforme limpo e exclusivo para o ambiente de trabalho; camiseta ou camisa sem botões; avental de tecido para manipulação e de napa para área de higienização; calça comprida; sapato fechado antiderrapante; touca ou rede para cabelos. Luvas térmicas, de malha, de borracha, máscaras e óculos conforme a atividade.
O treinamento conscientiza os manipuladores sobre riscos e ensina a aplicar as boas práticas corretamente. Uma equipe bem treinada é a primeira linha de defesa contra Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs).
Invista em treinamentos contínuos e práticos, forneça manuais claros, implemente supervisão diária, use checklists e dê o exemplo como líder.
Sim. Segundo a legislação (RDC 216/2004 e RDC 275/2002), todo manipulador de alimentos deve receber treinamento periódico em boas práticas de manipulação e higiene.
Na admissão, sempre que houver mudanças no processo e pelo menos uma vez ao ano. Documente data, conteúdo e lista de presença.
Higiene pessoal, higienização de utensílios e ambiente, contaminação cruzada, boas práticas, higienização de hortifruti, controle de tempo e temperatura, recebimento, armazenamento e distribuição.
Sim. A consultoria pode realizar os treinamentos exigidos, adaptando o conteúdo à realidade do seu negócio.
Lavar com sabonete antisséptico por 20 segundos, enxaguar e secar com papel toalha. Após, aplicar álcool 70% se necessário.
Lavar em água corrente e depois imergir em solução clorada conforme instruções do fabricante. Enxaguar com água potável.
É a transferência de microrganismos entre alimentos crus e prontos. Evite usando utensílios separados e higienizando mãos entre tarefas.
Refrigeração: abaixo de 5°C (ideal entre 0°C e 4°C).
Congelamento: abaixo de -18°C.
Alimentos quentes: acima de 60°C.
Use termômetro digital tipo espeto, higienizado antes e depois do uso, medindo o centro do alimento.
É a faixa entre 5°C e 60°C, onde bactérias se multiplicam rapidamente. Evite manter alimentos por mais de 2h nessa faixa.
Sim. Registre temperaturas de equipamentos e alimentos prontos ao menos três vezes ao dia, conforme exigência da vigilância sanitária.
Termômetro tipo espeto para alimentos e infravermelho para superfícies e equipamentos. Ambos devem estar calibrados e higienizados.
Conteúdo por Roberta Mazzini.